Portugal

I’m back! Minha história até aqui – Parte 5

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O dia amanheceu e eu sentada no canto do sofá, balançava de um lado para o outro, a cara inchada de chorar. Estava tão esgotada que já não conseguia pensar em nada, minha mente estava completamente vazia. Sentia como se estivesse em um pesadelo e que acordaria a qualquer momento. Já era dia quando eu finalmente peguei no sono. Nem percebi. Acordei com o telefone tocando, era a Joana, muito calma, perguntando se poderíamos conversar. Confesso que senti alivio quando ouvi sua voz, finalmente aquele pesadelo tinha acabado, pelo menos por agora… Eu não teria forças para aguentar mais discussão.

Lembro que disse alguma coisa do tipo: “não aguento mais” e me espantei com a minha voz. Não parecia minha voz, parecia o sussurro de alguém. Ela apareceu lá em casa (ela tinha as chaves, lembra) e falou, falou, falou… Esse tipo de situação acontecia com tanta frequência que meu corpo desenvolveu um mecanismo para não permitir que eu entrasse com a mesma frequência naquele estado de adrenalina que faz seu coração doer. Eu só ouvia.

Eu nunca saberei o que ela falou. Meu corpo desligou. Era como se eu tivesse desmaiada, mas com todas as funções ativas. Ela me abraçou, mandou eu me arrumar e me levou para comer. Ela sempre me levava para comer… A comida e o cigarro (sim, nesta época, eu fumava) viraram minhas válvulas de escape para aquele inferno, a comida era a reconciliação, um dos poucos momentos em que eu tinha paz. Eu comia em silêncio, enquanto ela conversava normalmente como se eu estivesse respondendo. Naquela época, eu parei de sair sozinha, nem para a academia eu ia mais, para não “causar conflitos”, em muitas brigas, ela jogava na minha cara que eu “preferia” a academia a estar com ela. Engordei 10kg.

Episódios como o narrado acima, faziam parte do meu dia-a-dia. Se eu escrevesse tudo aqui, isso seria um livro e não um blog rs. Esse inferno psicológico e emocional aconteceu durante 10 meses de relacionamento e mais 6 meses do que eu vou chamar de “convivência”. A Joana tinha um apartamento próprio, bem localizado e até charmozinho. Mas a ex-namorada morava lá. Então, no começo do namoro, a convidei para ficar comigo, mas nunca “moramos” juntas, ela (sic) “só ficava na minha casa”.

(Continua…)

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